more-than-2-million-students-from-rural-areas-in-brazil-did-not-have-access-to-digital-education

by João Marcelo

SAO PAULO – With the beginning of the pandemic, in 2020, schools across the country had to adapt to online education. Despite the advance in the number of internet users in recent years, 47 million Brazilians remain disconnected, with 45 million in the less favored social classes, according to information from the Regional Center for Studies for the Development of the Information Society

The Institute for Applied Economic Research (Ipea) carried out a survey in which it estimates that around 6 million students live completely without access to fixed or mobile internet at home. The data also reveals that in class A only 11% say they use the network exclusively on cell phones. In classes D and E, the percentage is 85%.

The reality of rural students is even more complicated. According to the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), 49% of families in rural areas do not have access to the internet. In the urban area, the percentage drops to 25%. Data from the National Institute for Educational Studies and Research (Inep) show that Brazilian remote learning was mostly a combination of printed materials with classes on WhatsApp, however 40% of rural schools spent 2020 in full just with handouts. This means that there was low interaction with teachers and a lack of complementary digital materials. This corresponds to approximately 2.1 million students.

In addition to the lack of complementary digital material, rural students also have to face the difficulty of accessing their own schools. The long distances and the precariousness of the transport offered keep students away and increase school evasion. Some states also closed most of the two rural schools. The state of Rondônia closed more than 1,800 rural schools out of 2,201 the state had.

IN BRASILE MILIONI DI ALUNNI NON HANNO NEANCHE LA DAD

di João MarceloSAN PAOLO DEL BRASILE – Con l’inizio della pandemia, nel 2020, le scuole di tutto il Paese hanno dovuto adattarsi all’istruzione online. Nonostante l’aumento del numero di utenti di internet negli ultimi anni, ben 47 milioni di brasiliani rimangono disconnessi, di cui 45 milioni appartenenti alle classi sociali più svantaggiate, stima il Centro regionale di studi per lo sviluppo della società dell’informazione (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informacao).L’Istituto per la Ricerca Economica Applicata (Instituto de Pesquisa Economica Aplicada, Ipea) ha condotto invece un’indagine in cui calcola che circa sei milioni di studenti vivano completamente senza accesso a internet da rete fissa o mobile. I dati rivelano inoltre che tra i più ricchi del Paese solo l’11% dichiara di utilizzare la rete esclusivamente tramite i cellulari. Tra i meno abbienti, la percentuale schizza all’85%.Il quadro per gli studenti che vivono nelle regioni rurali è ancora più complesso. Secondo l’Istituto brasiliano di geografia e statistica (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Ibge), il 49% delle famiglie nelle aree rurali non ha accesso a internet. Nelle città, la percentuale scende al 25%. I dati dell’Istituto nazionale per gli studi e la ricerca sull’educazione (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Inep) mostrano che l’insegnamento a distanza in Brasile si è svolto a partire da materiali stampati e lezioni video tenute tramite WhatsApp, tuttavia il 40% delle scuole rurali ha dichiarato di aver fatto lezione per tutto il corso del 2020 solo tramite le dispense.Ciò significa che l’interazione tra insegnanti e studenti è rimasta bassa e che si è determinata una carenza di materiali digitali da affiancare alle lezioni. Questa situazione ha coinvolto circa 2,1 milioni di studenti che, indipendentemente dalla pandemia, hanno difficoltà anche a raggiungere fisicamente le proprie scuole. Le grandi distanze e le falle nel sistema dei trasporti offerti scoraggiano gli studenti e aumentano l’abbandono scolastico. Alcuni Stati hanno anche chiuso la maggior parte delle scuole rurali. Lo Stato di Rondonia ad esempio ha chiuso più di 1.800 scuole rurali su 2.201.

MAIS DE 2 MILHÕES DE ALUNOS DE ÁREAS RURAIS NO BRASIL NÃO TIVERAM ACESSO AO ENSINO DIGITAL

por João Marcelo

SAO PAULO – Com o início da pandemia, em 2020, escolas de todo país tiveram que se adaptar ao ensino on-line. Apesar do avanço no número de usuários de internet nos últimos anos, 47 milhões de brasileiros permanecem desconectados, sendo que 45 milhões estão nas classes sociais menos favorecidas, de acordo com informações do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou um levantamento em que estima que cerca de 6 milhões de alunos vivem completamente sem acesso à internet fixa ou móvel em casa. Os dados também revelam que na classe A apenas 11% dizem fazer uso da rede exclusivamente no celular. Nas classes D e E, o percentual é de  85%.

A realidade dos estudantes da zona rural ainda é mais complicada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) 49% das famílias nas áreas rurais não possuem acesso à internet. Na área urbana, a porcentagem cai para 25%. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) apontam que o ensino remoto brasileiro foi majoritariamente uma junção de materiais impressos com aulas no WhatsApp, entretanto 40% das escolas do campo passaram 2020 inteiro apenas com apostilas. Isso significa que houve uma baixa interação com professores e falta de materiais complementares digitais. Isso corresponde a aproximadamente 2,1 milhões de estudantes.

Somado à falta de material complementar digital, os estudantes do campo também precisam enfrentar a dificuldade de acesso às próprias escolas. As longas distâncias e a precariedade dos transportes oferecidos afastam os alunos e aumentam a evasão escolar. Além disso, alguns estados fecharam grande parte das  suas escolas rurais. O estado de Rondônia fechou mais de 1.800 escolas rurais das 2.201 que o estado tinha.
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