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By Bianca Oliveira

SÃO PAULO – In Pacaraima, a city that borders Venezuela, in the state of Roraima, 4,015 refugees are homeless. The small town of 18.000 people already has 2,065 refugees sleeping in its streets. Another 1,695 are living in public spaces and 255 in private places.

The numbers are from the International Organization for Migration (IOM) and show an increase of 243% compared to May 2021, the last month in which the border was closed.

In March 2020, Venezuelans were banned from entering by land due to the Covid-19 crisis at the risk of summary deportation. The decision, which was overturned on June 23, caused the monthly number of registered entries to jump from seven in May to 6,763 in August.

According to UNHCR, the UN agency for refugees, the increase is due to two main reasons: the high demand after months of closed borders and the reduction of teams involved in Operation Welcome during the Covid-19 pandemic. The Federal Government claims that the teams are being gradually expanded.

Operation Welcome, led by the Brazilian Army, has 2 shelters on site. The BV-8, with 2,000 places, is currently full with 1,985 occupants. The other, Janokoida, with 400 places, is already overcrowded, with 497 indigenous people.

People on the streets of Pacaraima have access to just 16 chemical toilets and eight showers, built by Cáritas organization with funding from USAID, the US agency for international development. Local authorities do not provide hygiene infrastructure for those outside the shelters.

From Pacaraima, refugees and migrants go to shelters in Boa Vista, capital of Roraima, and some enter the interiorization program, which sends them to other Brazilian states. The Federal Police, through a system of passwords, manage to serve 300 people a day in the region, and 300 in Boa Vista, to regularize documents.

Since the beginning of the crisis in Venezuela, around 5.4 million citizens have left the country. According to the most recent data from R4V, a platform that brings together civil society organizations and the UN for immigration, there are 261,441 Venezuelan refugees and migrants in Brazil.

BRASILE. A PACARAIMA OLTRE 4MILA VENEZUELANI SENZA CASA

Di Bianca Oliveira

SAN PAOLO – A Pacaraima, città brasiliana al confine con il Venezuela, nello Stato di Roraima, 4.015 rifugiati sono senza una casa. Il piccolo municipio di 18mila abitanti ha già 2.065 senzatetto che dormono per strada. Altri 1.695 stanno vivendo in spazi pubblici, mentre 225 in luoghi privati.

I dati, riportati dall’Organizzazione internazionale per la migrazione (Oim), mostrano un incremento del 243% rispetto al maggio 2021, ultimo mese in cui i confini erano ancora chiusi.

A marzo 2020 ai cittadini venezuelani era proibito entrare via terra in Brasile a causa della pandemia da Covid-19, con il rischio di un’espulsione sommaria. La revoca della misura, il 23 giugno, ha fatto in modo che i numeri registrati ogni mese si impennassero dai 7 di maggio ai 6.763 di agosto.

Secondo l’Alto commissariato delle Nazioni Uniti per i rifugiati (Unhcr), l’aumento è dovuto a due ragioni principali: l’alta domanda dopo mesi con i confini chiusi e riduzione delle squadre coinvolte nell’Operazione accoglienza durante la pandemia. Il Governo federale afferma che sta gradualmente rafforzando le squadre.

L’Operazione accoglienza, condotta dall’esercito brasiliano, ha due rifugi sul posto. Il Bv-8, con 2mila posti, al momento è occupato da 1.985 persone. L’altro, Janokoida, da 400 posti, è già sovraffollato, con 497 persone native.

I senzatetto di Pacaraima hanno a disposizione solo 16 bagni chimici e otto docce, costruite dalla Caritas grazie ai fondi forniti dall’Agenzia statunitense per lo sviluppo internazionale (Usaid). Le autorità locali non offrono servizi igienici alle persone che non vivono nei rifugi.

Da Pacaraima, i rifugiati e i migranti vanno nelle strutture di accoglienza di Boa Vista, capitale dello Stato di Roraima, mentre altri entrano in un programma che li manda in altri Stati brasiliani. La polizia federale, attraverso un sistema di codici, riesce a servire ogni giorno 300 persone nella regione, e altre 300 a Boa Vista, per regolarizzare i documenti.

Dall’inizio della crisi in Venezuela, circa 5,4 milioni di cittadini hanno lasciato il Paese. Secondo i dati più recenti forniti da R4v, una piattaforma che riunisce organizzazioni della società civile e agenzie Onu per l’immigrazione, i rifugiati e gli immigrati venezuelani in Brasile sono 261.441.

MAIS DE 4 MIL VENEZUELANOS ESTÃO DESABRIGADOS EM PACARAIMA

Por Bianca Oliveira

SÃO PAULO – Em Pacaraima, cidade que faz fronteira com a Venezuela, no estado de Roraima, 4.015 refugiados se encontram desabrigados. O pequeno município de 18 mil habitantes já possui 2.065 venezuelanos dormindo em suas ruas. Outros 1.695 estão vivendo em espaços públicos e 255 em locais privados. 

O levantamento é da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e mostra uma alta de 243% em relação a maio de 2021, último mês em que a fronteira esteve fechada. 

Em março de 2020, os venezuelanos ficaram proibidos de entrar por terra devido à crise da Covid-19 e sujeitos a deportação sumária. A decisão, que foi revogada em 23 de junho deste ano, fez com que o número mensal de entradas registradas saltasse de sete, em maio, para 6.763, em agosto.

Segundo o Acnur, a agência da ONU para refugiados, o aumento se deve a dois motivos principais: a demanda represada após meses de fronteira fechada e a redução das equipes envolvidas na Operação Acolhida durante a pandemia de Covid-19. A Casa Civil afirma que as equipes estão sendo ampliadas gradualmente.

A Operação Acolhida, liderada pelo Exército Brasileiro, conta com 2 abrigos no local. O BV-8, com capacidade para 2.000 pessoas, está cheio no momento, com 1.985 ocupantes. O outro, Janokoida, com 400 lugares, já está em situação de superlotação, com 497 pessoas indígenas.

As mais de 2 mil pessoas nas ruas de Pacaraima têm acesso a apenas 16 banheiros químicos e oito duchas, construídos pela Cáritas com financiamento da Usaid, agência americana para desenvolvimento internacional. A prefeitura do município não oferece infraestrutura de higiene para quem está fora dos abrigos.

De Pacaraima, os refugiados e migrantes vão para abrigos em Boa Vista, capital de Roraima, e alguns entram no programa de interiorização, que os envia para outros estados brasileiros. A Polícia Federal, por meio de um sistema de senhas, atende 300 pessoas por dia na região, e 300 em Boa Vista, para regularização de documentos.

Desde o início da crise na Venezuela, cerca de 5,4 milhões de cidadãos deixaram o país. Segundo o dado mais recente da R4V, plataforma que reúne organizações da sociedade civil e da ONU para imigração, há 261.441 refugiados e migrantes venezuelanos no Brasil.
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